terça-feira, 10 de maio de 2016

Cinza da Paixão


Óleo sobre Tela 40x80cm
Cinza da Paixão
Rui Pascoal - 2016


Cinza da Paixão

Pega no barro esquece o cigarro
Gira o torno com determinação
Nos dedos o contorno ainda morno
O sonho bizarro ganha dimensão

Bem queria moldá-la
Ar sensual e sedutor 
Um brilho nos olhos dar-lhe até fala
Lábios morangos na cor e sabor

Madrasta arte deste artesão
Em vez da donzela são vasos pratos rasos panelas
Cântaros jarros tortos bilhas tijelas

Oleiro leal verdadeiro não é impostor
Não sendo porcelana translúcido é seu amor
Quimera fantasia ou ilusão resta a cinza da paixão


14 comentários:

  1. Mas está tão bem esculpida, tão amorosamente torneada a rapariga... :)

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    1. A rapariga tem muito que se diga...
      O artesão... não.
      :)

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  2. Respostas
    1. Para a aniversariante...
      terá que ser algo mais brilhante.
      :)

      Cordiais saudações.

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  3. Que importa a forma se é do coração?

    Boas inspirações para si, Rui!
    Bjnhs

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  4. Fui espreitar a coleção de graffiti. Gostei. :)

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  5. Um bom artesão, faz arte com o coração :)

    Um beijinho

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  6. E quando se junta a arte, à paixão... consegue-se assim um post... feito de pura inspiração!
    Espectacular a pintura! E não menos o será o poema!...
    Adorei tudo!
    Abraço! Continuação de uma excelente semana!
    Ana

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  7. Bom dia
    Poesia e arte que se completam.
    Nada sei de pintura nem das tintas a mistura, mas gostei do teu poema e deste desejo escrito com cinza.

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  8. ~~~
    Parabéns, Rui!
    Nunca tinha lido um poema seu...
    Um artista que gosta de aliar belas imagens
    com a melhor poesia.

    ~~~ Dias calorosos e inspirados. ~~~

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  9. Pascoalamigo

    Belíssimo poema Não conhecia essa tua faceta... Muito bem!



    Olá!

    Depois de enormes confusões, de muitas decepções de várias ocasiões de desespero e na alternativa de me suicidar, que não me pareceu muito saudável, decidi continuar – e por isso aqui estou.

    Pensei tomar 25 gramas de raticida diluído em ácido sulfúrico, com umas pitadas de arsénico; simultaneamente cortaria os pulsos e atirava-me da ponte 25 de Abril e durante a viagem até chegar ao Tejo daria um tiro na mioleira; como complemento e para ficar seguro de que não o meu cadáver ficaria absolutamente falecido, e na mesma altura enforcava-me. Sair-me-ia caríssimo. Desisti.

    Por isso repito o que venho dizendo muito empenhado (já nem tenho cotão nos bolsos): A Nossa Travessa está à disposição total, inultrapassável e inadiável. É http:///anossatravessa.blogspot.pt onde fico à espero de muitas visitas e muitos comentários. Obrigado

    Abç

    Leãozão


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  10. Tão bonita a pintura e tão bonito o poema.
    És um artista de mão-cheia! ;)

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