FIM DE SEMANA
ainda me treme o parvalhão do corpo,
do que houve que fazer para ganhar o nosso,
do que houve que esburgar para limpar o osso,
do que houve que descer para alcançar o céu,
já não digo esse de Vossa Reverência,
mas este onde estou, de azul e areia,
para onde, aos milhares, nos abalançamos,
como quem, às pressas, o corpo semeia.
De Alexandre O'Neill
O fim-de-semana embora tenha sido junto ao mar não deu para ficar “estirado na areia”, pelo contrário, foi até bastante mexido. Sábado, ao final da tarde, duas horas de caminhada e domingo, só para relaxar, quase três horas em cima da bicicleta. Muito peixinho cozido e grelhado, muita água natural e sem gás, saladas variadas e abundantes, fruta com moderação, ausência de doces… uma dieta leve que começa a dar resultados.
Se “ainda me treme o parvalhão do corpo” é sinal de que ainda há muita celulite a perder.



