domingo, 15 de maio de 2011

Fim de Semana

FIM DE SEMANA

Estirado na areia, a olhar o azul,
ainda me treme o parvalhão do corpo,
do que houve que fazer para ganhar o nosso,
do que houve que esburgar para limpar o osso,
do que houve que descer para alcançar o céu,
já não digo esse de Vossa Reverência,
mas este onde estou, de azul e areia,
para onde, aos milhares, nos abalançamos,
como quem, às pressas, o corpo semeia.

De Alexandre O'Neill




O fim-de-semana embora tenha sido junto ao mar não deu para ficar “estirado na areia”, pelo contrário, foi até bastante mexido. Sábado, ao final da tarde, duas horas de caminhada e domingo, só para relaxar, quase três horas em cima da bicicleta. Muito peixinho cozido e grelhado, muita água natural e sem gás, saladas variadas e abundantes, fruta com moderação, ausência de doces… uma dieta leve que começa a dar resultados.

Se “ainda me treme o parvalhão do corpo” é sinal de que ainda há muita celulite a perder.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quem Espera Desespera

“Foi uma espera interminável. Não sei quanto tempo passou nos relógios, desse tempo anónimo e universal dos relógios, que é alheio aos nossos sentimentos, aos nossos destinos, à formação ou derrube de um amor, à espera de uma morte.”

O parágrafo anterior nada tem a ver com a falha do Blogger mas sim com a minha última leitura.

"O Túnel (Ernesto Sabato) é a confissão de um homem paranóico, submergido no hermético túnel da sua solidão que, por ciúmes, assassina a mulher que ama. Mas o protagonista e narrador, Pablo Castel, também sofre o drama da falta de comunicação num universo que lhe é hostil. Sabato apresenta-nos um grande romance, num tom existencialista, onde um homem sem esperança, devastado pela frustração e pela angústia emocional, inseguro e incapaz, não se adapta à época que lhe foi destinado viver e acaba por enlouquecer”.

Felizmente que a anomalia já foi resolvida, nem quero pensar o que seria de mim (de nós) sem essa "droga".

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Museu da Cidade de Lisboa

Numa das recentes deslocações à capital visitei o Museu da Cidade. Instalado num antigo palácio da primeira metade do séc. XVIII (Palácio Pimenta), documenta a história de Lisboa e traça um percurso cronológico da cidade entre a pré-história e a implantação da República.


Possui um vasto espólio, em particular na pintura, desenho, gravura, cartografia, cerâmica azulejaria e arqueologia. Os planos do Aqueduto das Águas Livres e uma gigantesca maqueta representando a cidade de Lisboa antes do Terramoto de 1755 atraíram a minha especial atenção. Como não era permitido fotografar o interior do museu "vinguei-me" no jardim. Olhem para estas peças de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro, são lindas e combinam bem com os galináceos.





































Pavões não faltam por aí... Mais coloridos uns, mais exuberantes outros, todos tentam seduzir-nos e levar-nos à certa. Inebriados diante de plumagens tão vistosas, deixamo-nos ir. O resultado está aí à vista de todos, para durar, sim, que a longevidade dessas aves é muito grande...  


terça-feira, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Farpas da Madeira


Quando os pratos da balança não se equilibram…

o "fiel" deixa de o ser... logo,

o produto e o seu valor...

não é justo...

e se uns brilham, mesmo na sombra...

ou na noite...

outros há aqui...

e ali, que sobressaem de outra forma... 

Mas a Madeira é um Jardim...

mais esburacado agora...

mas sempre apetecível, tanto por fora,

como por dentro.

E por agora me despeço. Até à próxima!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Madeira em Tempo de Balanço

Na véspera da nossa partida e em termos de balanço direi que a estadia foi curta mas generosamente recheada. Os contrastes são imensos: muito verde, muito betão, muita simpatia, muito folclore...

À chegada fomos brindados com a 1ª Feira Gastronómica do Atum do Funchal (admito que possa haver quem prefira outro tipo de acepipes).


Na véspera da nossa partida estenderam-nos um enorme tapete de flores -  A Festa da Flor da Madeira.


 Muito mais há para dizer e mostrar mas vai ter que ficar para outra oportunidade. Agora é hora de ir dar um mergulho. “Adeus e até ao meu regresso”.

domingo, 1 de maio de 2011

Velha Muito Vistosa

Há dezanove anos que já não vínhamos à Ilha da Madeira e a primeira impressão manteve-se inalterável, muita turbulência antes de aterrar. As seguintes foram diferentes, para melhor.


Esta tarde passámos pela rua de Santa Maria, a mais antiga da cidade, que está a ser revitalizada.














A ideia é pintar cerca de duzentas portas, cada qual com sua história, dar uma nova cara a esta zona velha da cidade e transformá-la num museu a espaço aberto. Actividades como estas são uma mais-valia na oferta turística, por isso há que preservá-las.