terça-feira, 5 de abril de 2011

CENTRO DE ARTE MODERNA (Fund. Cal. Gulbenkian)

Na passada sexta-feira rumei à capital para ir buscar um brinquedo que havia encomendado, i.e., uma máquina fotográfica digital (NIKON D-7000). Antes de me entregar de corpo e alma a esta “nova paixão” decidi homenagear a já “obsoleta” PANASONIC DMC-FZ38, e fazer-lhe justiça através da captação de algumas imagens no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. 

José Almada Negreiros (1893-1970)
Retrato de Fernando Pessoa, 1964
Óleo sobre tela
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)
A biblioteca em fogo, 1974
Óleo sobre tela
Artur Cruzeiro Seixas (1920)
Estudo de uma palavra, 1972
Óleo sobre tela colada em platex
Depois de ver estas fotos, tiradas no interior do edifício e sem flash, cheguei à conclusão de que ainda é muito cedo para enviar a “velha máquina” para um museu. Não acham?  

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aqui há melro...

Re-editado : Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa


Já está desvendado o enigma, não era difícil. A Carol foi a primeira acertar logo seguida pelo Rui da Bica que me enviou directamente mail com a resposta. Através dos comentários seguintes e novas fotos a coisa ficou cada vez mais fácil. A Rosa dos Ventos, o Silva Rocha também acertaram e a Isabel Soares colocou a pedra final neste puzzle. Uma palavra de agradecimento a todos os que tiveram a coragem de participar, Felipa, Helena, M, Rafeiro Perfumado, Manuela Barroso e também aos muitos anónimos silenciosos que seguiram esta brincadeira. Não se esqueçam, quando estiverem por perto não deixem de visitar a Gulbenkian. 



A pedra final


Não queria revelar a resposta mas se me obrigarem…


Lá fora a cidade fervilha mas aqui reina um sossego…



Hoje, enquanto fazia horas para ir almoçar, apanhei este melro. Alguém me sabe dizer onde? Esta é fácil.     Respondam "baixinho", i.e., por meias palavras, senão corro o risco de espantarem "a caça".


quinta-feira, 31 de março de 2011

Bomba Atómica


Os juros da dívida soberana continuam a subir e o governo demissionário segundo o ministro das Finanças não tem legitimidade para pedir ajuda externa... 

O Presidente da República reúne-se hoje com os Conselheiros de Estado  (desta vez sem o seu amigo Dias Loureiro)...

Ouve-se já o tiquetaque... a bomba atómica está prestes a rebentar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Farsa Trágica

Para quem ainda alimenta ilusões quanto ao que nos espera, transcrevo este texto de Baptista Bastos que foi hoje publicado no Diário de Notícias.

"A Farsa Trágica

As peripécias da revolução portuguesa sempre tiveram características incomuns. A via original para o socialismo foi um estribilho mais do que um conceito. Até hoje ninguém conseguiu descobrir qual a natureza dessa originalidade. Era uma época em que se bebia em excesso e quase tudo era permitido ou aceito com benigna complacência. Zeca Afonso comentava, irónico, que o álcool era, afinal, a via original para o nosso socialismo. O PREC constituiu mais do que um acrónimo: foi um modo de se tentar ludibriar a História e uma maneira, um pouco louca, um pouco ingénua de se viver a vida. Até então, as coisas eram direitinhas, brunidas, organizadas em esquadrias. Falava-se baixinho, escrevia-se baixinho, amava-se baixinho.

Julgávamos ter estilhaçado o que fora medonha punição, e que éramos os donos do nosso destino. Foi quando uma marcha de José Mário Branco nos reenviou para a realidade: "Qual é a tua, ó meu / andares a dizer quem manda aqui sou eu?!" Todas as festas acabam em melancolia. A nossa fechou em carácter fúnebre. E nunca parou de assim ser, com breves intervalos cómicos. Abstenho-me de os mencionar, por evidentes. Os protagonistas foram promovidos.
De tropeção em tropeção, chegámos a isto. A decência e a dignidade têm sido espezinhadas; repetem-se os mesmos rituais de substituição com os mesmos rostos, idênticas mentiras, semelhantes desaforos. Sai Sócrates, entra Passos. O sotaque não é diferente. E a farsa, agora, é quase trágica. Passos não vai melhorar a vida portuguesa, e até já ameaçou com impostos quando, há dias, dissera rigorosamente o contrário. Por outro lado, na hipótese de uma "ampla" coligação, os senhores do poder admitem PS-PSD-CDS, mas rejeitam liminarmente José Sócrates. É uma situação improvável. Mas as negaças do poder dispõem de meios extremamente persuasivos. Tem-se, assim, que o secretário-geral do PS, reeleito com margem devastadora, é uma espécie de zombie. Que fazer com este homem?
A questão, permanentemente omitida, é que o infortúnio de muitos e os privilégios de meia dúzia assentam uma frase de Balzac: "Todas as fortunas têm origem num crime"; ou na interrogação de Garrett nas Viagens na Minha Terra: "Quanto custa um rico a um país?", e na consequente resposta: miséria, fome, desespero.
Tanto o PS quanto o PSD ou a tal coligação, antevista mas já vista, têm liquidado a nossa força e tripudiado sobre a nossa soberania. Não estão interessados nessas minudências. E nós vamo-los aceitando, com a benevolência indolente, que parece ser a marca de um mau fado e de uma inevitabilidade."

Como diria António Guterres, "É a vida...",  a nossa e muito triste...

domingo, 27 de março de 2011

Dormir menos... amar mais

Mudou a hora e dormimos menos, o que significa ter mais tempo para o amor, certo?




"La Javanaise"


J'avoue j'en ai
Bavé pas vous, mon amour
Avant d'avoir
Eu vent de vous, mon amour

Ne vous déplaise
En dansant la javanaise
Nous nous aimions
Le temps d'une chanson

A votre avis
Qu'avons nous vu, de l'amour
De vous a moi
Vous m’avez eu, mon amour

Hélas avril
En vain me voue a l'amour
J'avais envie
De voir en vous, cet amour

La vie ne vaut
D'être vêcue, sans amour
Mais c'est vous qui
L'avez voulu, mon amour

(Serge Gainbourg)
.................

Confesso que já estava apaixonado (mas tu não!), meu amor, mesmo antes de ter respirado o teu ar, meu amor. Na tua opinião, o que é que nós vimos do amor? Entre tu e eu... só eu fui “apanhado”, meu amor. Ah... em vão abril me consagra ao amor; o que eu desejava era ver em ti esse amor. Uma vida sem amor, não vale a pena ser vivida... mas foste tu quem quis assim, meu amor.
Não fiques zangada! Enquanto dançamos “La Javanaise”, amamo-nos... o tempo de uma canção.

sexta-feira, 25 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

Corridinho

Com margem para manobra ou sem ela, “a única certeza a longo prazo é a de que vamos todos estar mortos”, nós e eles.

Animem-se!