sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu cá nam bou botar cavaco...


Na manguem comigo. Eu cá nam bou botar cavaco. Nem pá larera… é muito fino e seco, arde comum um fósforo, na presta. Se fosse sobro ou azinho, isso sim era outra lenha, inté nos aquecia. Prefiro ir ao pinhal do Rei, à cata das pinhas, sempre ajudo a limpar as matas. Sim, que isto anda a precisar cá duma limpeza… depois nam se queixem dos fogos, seus maganos! 


Cavaco??? Nem pensar!!! Só o dos Açores, ou este do Júlio Pereira.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando te vi



Quando te vi



A manhã era clara, refulgente.
Uma manhã dourada. Tu passaste.
Abriu mais uma flor em cada haste.
Teve mais brilho o sol, fez-se mais quente.

E eu inundei-me dessa luz ardente.
Depois não sei mais nada. Olhei... Olhaste...
E nunca mais te vi. . . - Raro contraste! –
A madrugada transformou-se em poente.

Luz que nasceu e apenas cintilou!
Deixou-me triste assim que se apagou,
às vezes fecho os olhos; vejo-a ainda...

E há tanto sol dourando esses trigais!
Olhaste, olhei, fugiste... Ai, nunca mais,
nunca mais tive outra manhã tão linda!

Virgínia Vitorino

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Gracias a La Vida

Admito que “a provocação” do “post” anterior não teve o impacto que previa, terá sido erro de cálculo? 

Vou reformular a questão. Afinal de contas o que é a Beleza, ou melhor e mais importante, o que é a Mulher? 

Um grande enigma… como a Vida… a quem eu também agradeço.




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pequena provocação

Ainda tenho "esta farpa" espetada e não há meio de sair... 

"As mulheres muitíssimo belas surpreendem menos no dia seguinte". 

Reconheço que não posso adiar por muito mais a ida ao oftalmologista. Haverá alguém, com uma visão menos turva que a minha, que me saiba explicar o significado desta frase de Stendhal? 



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Mio Babbino Caro


Acabo de consultar na Net a página oficial de André Rieu e verifico com alguma tristeza que não se encontra agendada qualquer actuação para Portugal. Como li muito recentemente num jornal nacional que o “embaixador das valsas” viria ao nosso país fiquei algo surpreso. É certo que “não temos dinheiro para mandar cantar um cego”, somos pobrezinhos, mas honrados! 

Consolemo-nos por ora com “O Mio Babbino Caro “ na voz pura e celestial de Carmen Monarcha.



 (Acredito sinceramente que há anjos na terra, que choram e nos comovem, só não confio nos anjinhos!)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não canto porque sonho

Como dizia o poeta “pelo sonho é que vamos”. Imaginem a vida sem estes, ou sem cantores, um bocadinho triste não? Admito que possa haver muito boa gente que assim não pense, esses estão desde já dispensados de ouvir estas duas vozes, inconfundíveis, que marcaram toda a minha geração. “Chegamos? Não chegamos?”

Claro que havemos de chegar!


Não canto porque sonho


Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
o teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
o mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
por vê-los nus e suados.

Eugénio de Andrade

sábado, 1 de janeiro de 2011

"Se eu não gostar de mim..."



“Amar-se a si mesmo é o início de um romance que dura até ao fim da vida”. (Oscar Wilde)