quinta-feira, 28 de março de 2013

O Jogo de Xadrez...


Aqui não há lugar para sorte ou azar e de nada adianta atribuir culpas ao tempo ou ao árbitro, este é acima de tudo um jogo de estratégia. Como podem ver as peças ainda não estão em cima da mesa, nem tão pouco se conhecem ainda os adversários, mas garanto-vos que o jogo está prestes a começar...

Que ganhe o país, é o meu desejo!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Os Sinos Tocam a Rebate...

Amado por uns e odiado por outros, quando muitos o  julgavam definitivamente morto e enterrado, já se ouvem "os sinos tocar a rebate"… 




"O tempo chega sempre, mas há casos em que não chega a tempo."

(Camilo Castelo Branco)


segunda-feira, 25 de março de 2013

Luar de Cabo Verde

Óleo sobre Tela 60x80cm - "Luar de Cabo Verde"
Rui Pascoal - 2013


Luar de Cabo Verde

Que procuras sobre a Terra
No teu constante cismar?
Que fazes tu acordada
Quando o sol se foi deitar?

(José Lopes – S. Nicolau – Cabo Verde, in “50 Poetas Africanos” de Manuel Ferreira)

sábado, 23 de março de 2013

V Antologia de Poetas Lusófonos


Esta tarde fomos até  ao  Mimo  (Museu  de  Imagem e  Movimento, em  Leiria)  para assistir  à apresentação da V Antologia de Poetas Lusófonos. 

No prefácio Adélio Amaro diz-nos que “A V Antologia de Poetas Lusófonos é como uma bela e simples trança de uma criança, onde poetas dos vários cantos do mundo vão entrelaçando a estrofe, a rima ou quadra transmitindo ideias, pensamentos, desejos, esperança e sonhos”.

“É uma Antologia com poemas simples e outros mais eruditos, mas todos eles com mensagem, seja ela de amor, de tristeza, de angústia ou de experiência de vida.”

Como “aperitivo” deixo-vos aqui dois poemas que foram declamados pelos seus autores.


Chegada

Ao longe vi Luanda iluminada
Derramando-se por ilimitadas extensões
E chorei.
Ao chegar
Senti o sopro do ar morno noturno
Cheirei os mil odores tropicais
Senti a minha cidade
E chorei.
Ela reconheceu-me
Acariciou-me
Abraçou-me envolveu-me
Num amplexo saudoso e pungente
E continuei a chorar.
Luanda
Mater da minha infância
Da minha alegria
Das minhas lágrimas
Cidade que sepulta o meu início
E onde principia a eternidade da minha mãe.


Luanda, agosto de 2011

(Maria José Guerreiro da Franca Miranda)





No teu corpo fiz meu ninho

Abraça-me amor!
Sente o cheiro do meu colo e o pulsar da minha pele.
Na melodia deste abraço ouve o meu coração que só bate chamando por ti.
Abraça-me amor!
Dá-me o calor do teu peito.
Deixa-me ficar assim,
enroscada na firmeza dos teus braços.
Aí, nesse ninho que é o teu corpo,
moram todas as esperanças,
alimentam-se todos os sonhos e libertam-se todas as emoções.
Abraça-me amor!
Teu corpo é minha casa,
minha canção,
meu poema.
Só ele  encaixa em mim.
Só ele encaixa.
Só ele em mim.
Só ele.



Se "o Mundo", no dizer de Agostinho da Silva, "acaba sempre por  fazer   o   que    sonharam os   poetas",   resta-me  pedir-lhes  que  sonhem...   sonhem  muito!





quinta-feira, 21 de março de 2013

É hora de arregaçar as mangas...



“Quando não o dão os campos, não o dão os santos.”

segunda-feira, 18 de março de 2013

Crioulo


Óleo sobre Tela  50x70cm - "Crioulo"
Rui Pascoal - 2013


Crioulo

Há em ti a chama que arde com inquietação
e o lume íntimo, escondido, dos restolhos,
- que é o calor que tem mais duração.
A terra onde nasceste deu-te a coragem e a resignação.
Deu-te a fome nas estiagens dolorosas.
Deu-te a dor para que nela
sofrendo, fosses mais humano.
Deu-te a provar da sua taça o agridoce da compreensão,
e a humildade que nasce do desengano...

E deu-te esta esperança desenganada
em cada um dos dias que virão
e esta alegria guardada
para a manhã esperada
em vão...

(Manuel Lopes – S. Nicolau - Cabo Verde, in “50 Poetas Africanos”, de Manuel Ferreira)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Vidas...


Ponta do Sol - Santo Antão - Cabo Verde


Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.

(Sophia de Mello Breyner )

Bom Fim de Semana!